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sábado, 19 de outubro de 2013

Particularidades Femininas

Sim, sou sinuosa e curvilínea e depois, não é disso que são feitas as mulheres, de particularidades que as tornam semelhantes a flores num jardim imenso, onde nenhuma flor é igual à outra. Eu sei que as rosas são bonitas, mas porque é que temos de ser todas rosas se os amores-perfeitos, as gerbereas, os gira-sóis, as dálias, as tulipas e tantas outras flores são maravilhosas com todas as suas particularidades. que monótono seria um jardim se nele apenas existissem rosas. Padma, com Amor <3

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Coragem

Não sou uma mulher forte, sou uma mulher de força, são as minhas fraquezas que me fazem avançar, querer saber, conhecer e superar. Se fosse forte o tempo todo não avançava, se não tivesse medo não daria tanto valor à coragem, se não errasse, não sentiria tanta alegria quando acerto, se não sentisse raiva, não saberia o alívio que é sentir-me em paz. Não almejo ser perfeita, almejo ser melhor hoje do que fui ontem, não almejo sentir-me forte para que nada no caminho me abale mas quero que os abalos no caminho me tornem mais forte.
Padma, com Amor 

Viver no Agora

É curioso como o ser humano, na sua grande maioria, estamos sempre presos ao passado com as nossas dores, com as nossas mágoas ou com a saudade pelo que não volta ou a ser arrastados para o futuro com os nossos anseios e preocupações, mas nos esquecemos de viver totalmente no presente, estar apenas a ler, a escrever, a comer, a orar, a meditar, a contemplar o por do sol, a ouvir uma música...em vez disso estamos a pensar no que alguém disse, no que poderiamos ter feito e não fizemos, que estamos atrasados para um encontro ou para o trabalho, etc, etc...
Para uma mente activa é um grande desafio viver apenas no presente, entregar-se ao que quer que se esteja a fazer. O nosso objectivo muitas vezes é atingir a felicidade, mas quem não vive no presente e está projetado na ideia de que ainda vai ser feliz, ou que vai encontrar o tesouro no fim do arco-iris perde oportunidades e momentos incríveis por estar projectado no futuro.
A felicidade é aqui e agora, uma colecção de pequenos momentos e oportunidades incríveis no AGora.

Padma com Amor ♥

Sagrado Feminino\Masculino

Algumas pessoas me perguntam o que é o sagrado Feminino\Masculino, quando lhes falo de Deus\Deusa, da nossa conexão com Eles e da nossa própria divindade, recebo em troca alguma desconfiança ou ceticismo e então eu partilho com eles o meu sentir: Podes não acreditar em Deuses, porque não os vês, mas vives na Terra, tens a Lua sobre a tua cabeça, tens o Sol, e todo um Universo e sobretudo vives dentro de um corpo. O Sagrado Feminino\ Masculino é a conexão profunda desse corpo com o Universo, com a Terra, é a consciência de que tudo está interligado, que nós e a Terra em que vivemos somos um só, que aquilo que se passa no nosso corpo está impresso na Natureza e no Universo e que o Sagrado Feminino\Masculino, não só nos conecta e alinha com o Universo que nos rodeia como nos vai conduzir á melhor versão de nós mesmos.

 Padma, com amor

sábado, 5 de outubro de 2013

Charneca em Flor

Enche o meu peito, num encanto mago,
O frémito das coisas dolorosas...
Sob as urzes queimadas nascem rosas...
Nos meus olhos as lágrimas apago...

Anseio! Asas abertas! O que trago
Em mim? Eu oiço bocas silenciosas
Murmurar-me as palavras misteriosas
Que perturbam meu ser como um afago!

E, nesta febre ansiosa que me invade,
Dispo a minha mortalha, o meu bruel,
E já não sou, Amor, Soror Saudade...

Olhos a arder em êxtases de amor,
Boca a saber a sol, a fruto, a mel:
Sou a charneca rude a abrir em flor!

                              Florbela Espanca

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A Guerreira

A Guerreira interna é incompreendida e geralmente canalizada para coisas tão proprias do patriarcado, como as disputas, a competição, os jogos de poder, a medição de forças, a raiva e a violência. Geralmente a mulher Guerreira assemelha-se muito a um homem. Algumas Deusas Guerreiras foram masculinizadas, especialmente Artemis e Athena que são retratadas como mulheres sem curvas, competitivas e que preferem não se envolver com homens. Mas a meu ver, a Mulher-Guerreira não é forte, ela tonou-se forte com as experiências da vida. A sua força está nas suas lágrimas, na capacidade de amar, de perdoar e na sua humildade. Apesar dos ventos e das tempestades, ela não permite que a sua luz se extinga, pelo contrario, a sua luz fortalece-se. Ela escolhe viver no Amor, mesmo quando todos ao ser redor escolheram viver no medo. Essa é aliás uma das provas que lhe são colocadas, viver no amor, ou no medo. A Guerreira reflete antes de expressar a sua verdade pois coloca-se no lugar do outro, mas perante a injustiça ela vai falar e agir, ainda que o preço seja o isolamento, ela não teme a solidão. Ela evita o caminho mais fácil, o mais confortável e o mais seguro porque sabe que não a levará a lugar algum. Ela gosta de viver, não se limita apenas a existir. Ela raramente se "molha até aos pés", ela mergulha profundamente em tudo a que se proponha. Ela pode temer falhar, mas ainda assim arrisca. O Arquétipo da Guerreira no cinema: Xena, a Princesa Guerreira, Wonderwoman, Elektra, Selene (Underworld), Branca de neve (Snow White and the Huntsman), Lara Croft, Red Sonia, Mulan, Lady Guinevere (Keira Nightley), Beatrix Kiddo (Uma Thurman), Mei (Clã das adagas voadoras) Imagem: Via Tumblr

sábado, 28 de setembro de 2013

Amor e medo

A vida tem-me ensinado que o oposto do amor não é o ódio, é o medo. O medo é algo tão limitador que chegamos a ter medo de ter medo. O medo mantém-nos à distância da mudança, da intimidade, do prazer, da felicidade e de tudo aquilo que sonhamos.
A base de todos os medos, é o medo da morte, deste medo se ramificam todos os outros. Mas as palavras de Osho no seu livro "Medo, compreenda a aceitar as inseguranças da vida" fez-me perceber a mim, que como a maior parte dos seres humanos que têm medo da morte, que quem tem medo da morte, tem medo da vida porque em tudo está a morte, em cada respiração está a morte, em cada momento, em cada dia está a morte porque nenhum momento ou dia é exatamente igual ao anterior, no amor há morte, no sexo há morte. O sexo e a morte estão tão intimamente ligados que quem tem medo da morte teme o sexo, foge dele tão depressa como de um lago cheio de crocodilos, porque o sexo é morte, e não é por acaso que os franceses chamam o sexo de "la petit mort", porque é isso que o orgasmo é, uma pequena morte, para além do render-se, do perder-se no outro, por isso a grande maioria das relações (excepto aquelas em que o casal procura junto a sua evolução espiritual) são superficiais e acabam ao fim de algum tempo, porque falta essa conexão profunda, essa entrega, essa intimidade, a fusão com o outro sem perder a sua própria individualidade.
O sexo pode levar a uma gravidez, muitas mulheres preferem não ter filhos, as mulheres que vivem no medo não costumam permitir-se ser mães, ser mãe é um acto de muita coragem porque também anda a braços com a morte, não falo apenas numa morte física, mas na transformação que a mulher experimenta ao tornar-se Mãe, ela nunca mais é a mesma pessoa, nada será como dantes. É preciso termos um tremendo Amor dentro de nós para sermos Amantes, Mães e para vivermos a vida que sonhamos. Amar é um acto de tremenda coragem, estou certa de que quem vive no amor, não teme a morte.

Padma <3

Imagem: Ali Miner